capítulo 1 · síntese

quatro futuros que jaraguá pode construir.

três incertezas geram oito futuros possíveis no espaço morfológico. quatro foram escolhidos para virar narrativa.

8 cenários no cubo · 4 narrados · 4 sombra
as trajetórias

quatro cenários, quatro jaraguás em 2076

C1
Aspiracional
ler →

a grande transição

Cidade de 230 mil em 2076, PIB R$ 42 bi (200% de crescimento real). Indústria cai de 60% para 48% do valor adicionado — diferença migra para tecnologia industrial, software embarcado, energia renovável e bioeconomia da Mata Atlântica. Contorno ferroviário em 2034. IFDM 0,91.

habitantes
230 mil
PIB municipal
R$ 42 bi
IFDM
0,91
AUT
gradual
DIV
diversificada
GOV
adaptativa
C2
Diversificação assimétrica
ler →

transformação pelo mercado

PIB R$ 36 bi em 2076, primeiro unicórnio de tech industrial em 2037, 23 empresas tech acima de R$ 50 mi. Diversificação puxada pelas grandes industriais — beneficia 23% com formação superior, não a classe C1. Infraestrutura pública não acompanha: esgoto 94%, proteção hídrica parcial.

PIB municipal
R$ 36 bi
1º unicórnio
2037
esgoto 2076
94%
AUT
gradual
DIV
diversificada
GOV
reativa
C4
Inércia — mais provável
ler →

a cidade que permaneceu

215 mil habitantes em 2076, PIB R$ 28 bi, indústria ainda em 61%, IFDM 0,84. IFDM Educação chegou a 0,76 (no limite). Contorno ferroviário 40% concluído. Lagoas nunca saíram do PDO — em 2044 evento climático causa R$ 890 mi em danos e 12 mortes. Não foi crise abrupta: foi série de decisões adiadas.

habitantes
215 mil
PIB municipal
R$ 28 bi
indústria no VA
61%
AUT
gradual
DIV
cristalizada
GOV
reativa
C8
Piso a evitar — risco de cauda
ler →

cristalização

Primeira queda populacional da história (198 mil). PIB praticamente estagnado em termos reais. Automação 2028–2038 eliminou 16.200 postos operacionais — 6.400 não absorvidos (trabalhadores 40–58 anos). Classe C1 encolhe de 49,8% para 38%. Vacância comercial 28% em 2045. IFDM cai para 0,81. Em 2041, maior desastre climático: R$ 1,1 bi em danos, 18 mortes.

habitantes
198 mil
postos não absorvidos
6.400
domicílios C1
38%
AUT
acelerada
DIV
cristalizada
GOV
reativa
o espaço completo

cubo morfológico 2 × 2 × 2

os 8 cenários posicionados no espaço dos 3 eixos de incerteza. vértices preenchidos são os cenários narrados; vértices abertos são cenários-sombra. clique para explorar.

Como ler o cubo

De um eixo a um cubo · 1 → 2 → 3 incertezas

011 incerteza · 2 cenários

A incerteza de automação industrial tem 2 polos: pode ser gradual e gerenciável: 15–20 anos, com janela para requalificação da força de trabalho e adaptação institucional ou acelerada e disruptiva: concentrada em 5–10 anos, eliminando postos de nível médio antes que a requalificação seja possível em escala. Cada extremo é um cenário possível.

GRADUAL E ACELERADA
02+ 1 incerteza · 4 cenários

Adicione a diversificação econômica. As duas incertezas cruzadas formam um plano com 2 × 2 = 4 combinações possíveis nas quinas.

AABAABBBAUT × DIV
03+ 1 incerteza · 8 cenários

Adicione a governança. O plano vira cubo, com 2 × 2 × 2 = 8 combinações nos vértices. É o espaço completo dos cenários possíveis abaixo.

Cada vértice do cubo é uma combinação única dos 3 polos — ou seja, um cenário possível. 8 vértices = os 8 cenários morfológicos. O estudo desenvolveu 4 deles em narrativa; os outros 4 ficam como sombra.

Visualização morfológica
AUTOMAÇÃODIVERSIFICAÇÃOGOVERNANÇAC2C1C4C6C3C5C8C7
Decodificando cada vértice
AutomaçãoGradual e gerenciável: 15–20 anos, com janela para requalificação da força de trabalho e adaptação institucionalAcelerada e disruptiva: concentrada em 5–10 anos, eliminando postos de nível médio antes que a requalificação seja possível em escala
DiversificaçãoDiversificação bem-sucedida: tecnologia industrial, serviços de alto valor, bioeconomia e economia criativa ganham escalaCristalização da especialização: base industrial permanece concentrada, com exposição crescente a choques externos
GovernançaGovernança adaptativa e proativa: executa obras estruturantes, eleva IFDM Educação, diversifica a base fiscal, planeja antes da criseGovernança reativa e dependente: mantém performance nos indicadores consolidados mas não avança nas frentes estruturantes
Cenário narrado
Cenário-sombra
a construção

os três eixos de incerteza

01

e1 — velocidade e escopo da automação industrial

aGradual e gerenciável: 15–20 anos, com janela para requalificação da força de trabalho e adaptação institucional
bAcelerada e disruptiva: concentrada em 5–10 anos, eliminando postos de nível médio antes que a requalificação seja possível em escala
02

e2 — trajetória de diversificação da base econômica

aDiversificação bem-sucedida: tecnologia industrial, serviços de alto valor, bioeconomia e economia criativa ganham escala
bCristalização da especialização: base industrial permanece concentrada, com exposição crescente a choques externos
03

e3 — capacidade de governança e adaptação institucional

aGovernança adaptativa e proativa: executa obras estruturantes, eleva IFDM Educação, diversifica a base fiscal, planeja antes da crise
bGovernança reativa e dependente: mantém performance nos indicadores consolidados mas não avança nas frentes estruturantes

o eixo e3, capacidade de governança, é o que mais diferencia os cenários entre si. uma governança adaptativa extrai resultados positivos mesmo em cenários adversos. uma reativa transforma oportunidades em oportunidades perdidas.

Os 8 cenários complementares C5–C8 ficam no espaço como cenários-sombra. Em particular C7 (Resgate Institucional) é onde a D-14 mostra valor máximo — analiticamente reconhecido, sem narrativa principal.